FELIPÃO DE VOLTA PRO VERDÃO!!! ♫
Hoje as 10:06 da manhã, saiu a seguinte matéria no Lance!Net:Felipão admite retornar ao Brasil em 2010
Treinador pensa em encerrar a carreira em terras brasileiras
"Confirmado no comando do Bunyodkor, do Uzbequistão, o técnico Luiz Felipe Scolari começa a planejar sua vida para os próximos anos. Felipão não descartou um retorno ao futebol brasileiro.
- Passei 13 anos fora do Brasil e como já estou em fase final da minha carreira, eu imagino trabalhar mais uns quatro ou cinco anos. Existe a possibilidade de retornar. Quem sabe em 2010 ou 2011 eu já não possa voltar e pensar em uma situação de permanência no Brasil - afirmou.
Felipão também não fechou as portas ao futebol europeu e garantiu que seu ciclo no Velho Continente não está encerrado.
- Não, encerrado não. Eu sou um profissional e trabalho onde me dão a oportunidade de crescer, e onde eu possa dar um pouco do meu conhecimento, que é o caso do Bunyodkor. E não sei o que será depois de um ano e meio de contrato, que tenho lá no Uzbequistão, quais são os projetos que irão acontecer. Poderá surgir algum projeto na Europa - declarou."
Outra:
Felipão relembra o 'feito inacreditável'
"Pergunte a qualquer torcedor do Palmeiras, qual o seu técnico preferido na história do clube. A maioria vai responder: Luiz Felipe Scolari. E não é porque o time do coração jogava bonito, ou porque tinha grandes craques. Mas a resposta é: Copa Libertadores.
A conquista do principal torneio sul-americano, o maior título da história palmeirense, teve em Luiz Felipe Scolari a sua principal figura, mesmo ele não tendo marcado um gol sequer. Da montagem do elenco, o planejamento dos jogos, a administração das vaidades, a busca de todos pelo mesmo ideal... Tudo isso foi feito, e trabalhado, minuciosamente pelo gaúcho de Passo Fundo, hoje com 60 anos, que há dez anos, aos 50, deixou se ser um algoz dos palmeirenses, para entrar no rol dos eternos palestrinos.
Na próxima terça-feira, dia 16 de junho de 2009, a inédita conquista da Libertadores vai completar o seu 10aniversário. E a partir desta terça-feira, o LANCENET! vai trazer reportagens especiais sobre a conquista, ainda recente nos corações dos palmeirenses, que vivem a iminência no bicampeonato, e presentes na memória de todos os envolvidos na saga de 1999.
Leia a seguir uma entrevista exclusiva com Felipão. Além de relembrar alguns momentos da conquista, ainda demonstra seu otimismo com o atual time do Palmeiras, que na próxima quarta-feira, dia 17 de junho, terá de vencer o Nacional, no Uruguai, para chegar às semifinais do torneio sul-americana deste ano.
– Torço por uma final entre Palmeiras e Grêmio – projetou Felipão."
Mais:
'Falei para o Marcos: a Libertadores vai ser sua'
Em primeira parte de sua entrevista, Felipão revela bastidores da conquista histórica do torneio continental
"LANCENET!: A uma semana de completar 10 anos da conquista inédita da Libertadores, como aquele título vem em sua memória? Algo distante, ou uma coisa ainda recente?
FELIPÃO: A primeira lembrança que tenho é a vibração do Marcos no último pênalti. A participação de todos os torcedores, aquele olhar de que havíamos conseguido um feito inacreditável. Todo mundo esperando que o Marcos pegasse aquele pênalti que foi batido (para fora, por Zapata), aquela ansiedade. Quando eu falo de dez anos desse título do Palmeiras, eu visualizo a cena e para mim isso é presente em todos os momentos.
LNET!: Como foi o convívio com o grupo? Todos os jogadores foram unânimes em elogiar o seu comportamento.
F: Nós começamos todo o planejamento no ano anterior, quando ganhamos a Mercosul (em 1998). Dentro deste torneio já colocamos ideias novas de atletas para a Libertadores do ano seguinte. Alguns jogadores que não jogavam e foram aproveitados na Mercosul se prepararam de uma forma diferente e assumiram que a Libertadores era o nosso sonho. Ganhamos a Mercosul e os atletas formaram um grupo com espírito vencedor maior do que a gente imaginava. Depois, dirigir o elenco foi tranquilo. Era uma turma experiente e com muita vontade de ganhar a Libertadores pelo Palmeiras. Fazer a história do clube era algo trabalhado no dia-a-dia. Os jogadores participaram de forma fantástica, em todos os momentos, jogando ou não jogando. Era no vestiário, com palavras, ações... Um exemplo.
LNET!: Mas você teve uma participação importante para manter alguns jogadores, certo? O Velloso, por exemplo, disse que só ficou por causa sua. O Rubens Júnior (lateral-esquerdo reserva) também comentou que você o trouxe para o time.
F: Como eu já tinha participado da Libertadores com o Grêmio duas vezes, eu sabia das dificuldades que iríamos enfrentar se jogador A ou B não ficasse. Não contrataríamos outro com aquele pensando que já existia no grupo. Eu ia ajudando como faz qualquer treinador. Quando houvesse problema de renovação, ou valores a serem ajustados, eu servia de intermediário entre presidência e jogador para contornar a situação. Eu fazia o serviço que era meu, pronto. Era para deixar todos em melhores condições. Fiz isso com um, com outro... Eu lembro que falava para o Marcos: ‘a Libertadores vai ser sua, se prepara porque o Velloso está saindo’. O Marcos já se preparou na Mercosul, e chegou certo ponto da Libertadores que ele foi decisivo. Tudo aquilo foi preparado com seis meses de antecedência. A presidência ajudou na medida do possível e todos os problemas foram contornados.
LNET!: Aquele elenco era bastante diversificado com relação ao comportamento. Tinham jogadores mais tímidos, como o paraguaio Arce, mas tinham atletas alegres, que não paravam de cantar, como o Júnior Baiano. Como era esta relação?
F: Em um grupo diversificado como era o nosso, tinham os jogadores mais soltos, que gostavam de um samba, de uma batucada, isso influenciou bastante em determinados momentos. Sempre estavam em condições de fazer com que o grupo estivesse feliz. Eu não canto, não batuco (risos). Mas participava dando apoio. É importante ter alegria no trabalho para passar isso para o torcedor. O grupo foi se moldando e surgiu aquela grande equipe em 1999."
'O Corinthians era o adversário mais difícil'
Luis Felipe Scolari fala do clássico com o maior rival na Libertadores e de sua relação de amor e ódio com a torcida palmeirense
"LANCENET!: Você diz que virou palmeirense, que aprendeu a gostar do clube depois de tudo o que passou. Como foi a sua relação com a torcida? Os torcedores da numerada foram apelidados por você de “turma do amendoim” e este nome pegou até hoje.
FELIPÃO: Quando eu cheguei ao Palmeiras, vim do Japão (dirigiu o Júbilo Iwata), mas com três anos e meio de Grêmio e grandes confrontos contra o Palmeiras (o time gaúcho eliminou o Palmeiras na Libertadores-1995). Tinha um amor e um ódio e não se sabia o limite, o que era maior. À medida que fomos jogando, revelando jovens jogadores. Acho que foi a época que mais saíram jogadores jovens do clube. Quando tinham substituições, algumas coisas aconteceram, briga com a turma do amendoim...
LNET!: Mas houve apoio da outra parte da torcida também, não foi isso? Na final da Libertadores, você até distribuiu ingresso para os torcedores.
F: O pessoal do lado contrário viu que o Palmeiras precisava de apoio e viu que era o trabalho correto. Todos foram mudando e o Palmeiras passou a ser aquele time bom dentro de campo e espetacular fora. Quem fazia o Palmeiras crescer era a torcida. Aí então não tínhamos mais a turma do amendoim, tínhamos o hino, todos com camisetas do Palmeiras. Muitas coisas mudaram à medida que a torcida entendeu que o time deu a resposta que todos queriam.
LNET!: Para os jogadores, as partidas contra Vasco, no Rio de Janeiro, e os dois jogos contra o Corinthians foram os mais marcantes. E para o treinador, em qual sofreu mais?
F: Sim, foram jogos marcantes. O Corinthians era o adversário mais difícil na nossa opinião. Era um clássico e tinha um envolvimento diferente. Fomos empurrados para a condição de chegar à final depois daquela vitória (nos pênaltis, após vencer o primeiro jogo por 2 a 0 e perder o segundo pelo mesmo placar no Morumbi).
LNET!: O Palmeiras agora está em uma situação complicada na Libertadores. Empatou em casa com o Nacional (1 a 1) e precisa vencer no Uruguai para chegar à semi. Mesma situação do seu time em 1999, contra o Vasco. Qual recado você pode passar para o grupo atual do Verdão?
F: Não vou passar nenhum recado sobre o bicampeonato, embora eu espere que a final seja entre Palmeiras e Grêmio. Eu ficaria duplamente satisfeito se isso acontecesse. Eu vi o jogo do Palmeiras contra o Nacional no Palestra Itália. Acho que o Palmeiras só não ganhou porque a bola não quis entrar. Mas eu tenho 99,9%, ou até 100% de certeza de que o Palmeiras ganha o jogo do Nacional (em Montevidéu, na próxima quarta-feira, dia 17) e passa à fase seguinte.
(Nota da redação: Para o Palmeiras enfrentar o Grêmio na decisão, é preciso que três brasileiros cheguem à semifinal. Se só dois passarem, eles vão se enfrentar, já que a Conmebol quer evitar confrontos de equipes do mesmo país na final, como foi em 2005 e 2006.)
LNET!: Algum motivo especial para acreditar em uma vitória do Palmeiras? O time não está bem...
Penso assim por tudo o que eu vi o Palmeiras jogar, pelo o que eu conheço do trabalho do Vanderlei Luxemburgo e da forma como ele tem o enfoque para trabalhar esses jogos. Ele faz a equipe ter uma vontade maior do que em outras partidas nessas situações. E os jogadores sabem que, na história do Palmeiras, o clube só chegou a esse título com muita dedicação e com muita luta. O Marcos é o representante ideal para passar a eles as dificuldades que nós passamos para chegar à final. Desejo que o Palmeiras passe e vá à final. Depois é outra coisa."
Só uma dica Palmeiras... ACORDAAA!!O FELIPÃO TAMBÉM QUER VOLTAR!!
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